Pesquisas



Projeto de Pesquisa “RELIGIÃO E SOCIEDADE: CONTROVÉRSIAS EM TORNO DOS DIREITOS LGBT E SUAS RESPOSTAS SOCIAIS”


Coordenação: Marcelo Tavares Natividade

Equipe: 
Ana Beatriz Girão
Caroline Nepomuceno
Elisa Alencar
Maria de Fátima Nascimento
                  

Resumo:

Este projeto versa sobre a construção da cidadania de populações LGBT e suas respostas religiosas. Problematiza os nexos entre diferentes visões de mundo nas definições de liberdade, escolha, violência, discriminação, tendo como pano de fundo a tensão entre a universalização dos direitos humanos e a diversidade de comunidades morais existente no país contemporâneo. Focaliza a construção social da diferença, investigando as lógicas culturais que produzem lugares sociais legítimos e ilegítimos, considerando as tensões entre tradições religiosas cristãs e os crescentes processos sociais que são o solo cultural das políticas de diferença. O objetivo geral é discutir mudanças sociais em curso na sociedade brasileira relacionadas ao reconhecimento das minorias sexuais e o modo como estas impactam diferentes grupos e instituições religiosas. Os objetivos específicos são: a) acompanhar ações governamentais que visam atender demandas das pessoas LGBT, na cidade de Fortaleza, de modo a identificar as múltiplas respostas sociais a estas; b) mapear grupos e Frentes Parlamentares atuantes junto a populações LGBT e também Bancadas Religiosas em distintas Casas Legislativas, em Fortaleza; c) investigar percepções religiosas – e as lógicas culturais subjacentes - sobre demandas LGBT como união civil, direitos previdenciários, criminalização da homofobia, processo transexualizador, homoparentalidade e outras; d) realizar etnografia de grupos religiosos locais voltados ao público LGBT; e) comparar dados de distintas localidades a fim de produzir um diagnóstico das relações entre religiões e diversidade sexual no Brasil. A pesquisa conjuga distintas metodologias, privilegiando a abordagem qualitativa: pesquisa documental(monitoramento da grande imprensa e mídias locais); pesquisa de campo, incluindo entrevistas com lideranças religiosas, lideranças LGBT e representantes do Poder Público; observação em Cultos religiosos e/ou Plenárias e Sessões do Legislativo; etnografia de Passeatas, Paradas e Manifestações Públicas LGBT; estudos de caso, partindo de algumas controvérsias que, no período da pesquisa, ocupem a cena pública e ajudem a exemplificar as relações entre mudança social e instituições religiosas no que se refere à cidadania LGBT.


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"MORADORES ESTABELECIDOS E EVANGÉLICOS(INCLUSIVOS) OUTSIDERS"

Pesquisadora: Caroline Ximenes Nepomuceno
Orientador: Marcelo Tavares Natividade


Resumo:



Pensando nas questões sobre o “mundo das injúrias” enfrentadas pela população GLBT , fiz um recorte na tentativa de avaliar sobre a violência sofrida por uma igreja inclusiva de Fortaleza no final de 2010. Minha intenção é de enxergar o porquê desses atos contra essa igreja, atos nos quais houveram ameaças aos membros que, mesmo estando naquele local como grupo religioso, foram antes de tudo relacionadas como homossexuais, por pessoas que consideram os/as homossexuais indivíduos inferiores perante a sociedade e – baseado nas pichações que ocorreram na igreja – perante o Deus do cristianismo. Através da minha pesquisada venho tentado descrever como os membros dessa igreja enfrentaram essa situação sendo considerados pecadores pelo cristianismo hegemônico por pessoas que pareceram não achar errado fazer ameaças de morte nas paredes externos do templo da igreja, por exemplo.

“Um recente movimento das igrejas no Brasil se caracteriza por pregar a compatibilização entre a religiosidade cristã e a vivência de qualquer orientação sexual, submetendo fiéis que vivenciam manifestações da diversidade sexual a normas de conduta que não interditam o exercício destas formas de sexualidade. Nessas congregações autodenominadas inclusivas, recorrentemente lideradas por pastores homossexuais, a vivência de uma orientação dissidente é considerada uma prática que não interfere negativamente sobre a vida espiritual.” (NATIVIDADE, 2008. Pág.171)

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